quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Luar do Sertão..

  Era um lugar bonito, onde o verde prevalecia. Ficara ali o dia inteiro cuidando de seus animais, era algo que lhe fazia bem, algo que lhe fazia refletir, ali suas energias eram restauradas. Gostava muito de compartilhar momentos assim com sua família, aprendeu com seus pais essa importância.  Prestava atenção nos detalhes; os pássaros que passavam no céu, o latido dos cachorros, uma flor que desabrochava. Apreciava o cair das águas, que com sua queda mostrava força e uma delicadeza incrível.  Ao cair era levada pela correnteza, e ele observava aquele trajeto fazendo uma analogia a vida; ao seu ver precisamos seguir um caminho até chegarmos ao nosso objetivo concreto, e ao cairmos será necessário fortaleza e delicadeza, assim como a água.  Estava sentindo uma emoção inexplicável, deixou correr uma lágrima por seu rosto e agradeceu a Deus pelo dom da sensibilidade. Seu filho, ainda uma criança, sempre o acompanhava em tudo, gostava de fazer presença na vida do pai. O sol se escondia no horizonte, com seus raios vermelho-alaranjado, vibrantes como um adeus de quem partiria para dar lugar a noite. Nela o descanso e aconchego faziam morada. Assim, apreciando a beleza de um céu estrelado; surgia através das árvores, a Lua , que mesmo com a  noite, trazia a esperança de que existia luz, apesar de tudo. Vendo esse espetáculo, seu filho, encantado por tanta beleza, perguntou ao pai o que era aquilo, e o pai respondeu: - Aquilo, é a ação de Deus, meu filho.




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